quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Educação x bibliotecário no século XXI

"A educação dos bibliotecários deverá, no século XXI, priorizar a condição humana, enfatizando princípios como o „conhecimento pertinente‟, o aprender a ser, a comunicar-se e a compreender outros indivíduos."

Edna Lúcia da Silva e Miriam Vieira da Cunha

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tipos de bibliotecas

por Juliana Souza

Bibliotecas Públicas
As bibliotecas públicas oferecem um serviço de acesso à informação para a comunidade local. Seu acervo deve ser composto por coleções que englobam diferentes áreas do conhecimento e devem estar direcionados para todas as faixas etárias. Os governos locais ou nacionais devem ser responsáveis pela implantação, financiamento e manutenção dessas bibliotecas.

Seus usuários em potencial são todas as pessoas do local no qual a biblioteca está instalada.

Exemplo: Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro
http://www.bperj.rj.gov.br/
Usuários potenciais: Todos os cidadãos do Rio de Janeiro.

Bibliotecas Especializadas
São as bibliotecas que possuem seu acervo focado em determinada área do conhecimento, com o objetivo de dar suporte ao ensino e a pesquisa da área na qual está focalizada.

Seus usuários em potencial são os pesquisadores da aérea na qual a biblioteca está direcionada.

Exemplo: Biblioteca do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas
http://www.biblioteca.cbpf.br/
Usuários potenciais: Físicos, acadêmicos do curso de física e pesquisadores na área de física.

Bibliotecas Universitárias

São as bibliotecas pertencentes às instituições de ensino superior e destinadas a suprir as necessidades de informações da comunidade acadêmica. Servem para dar apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Seus usuários em potencial são os acadêmicos da universidade a qual a biblioteca pertence.

Exemplo: Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
http://www.biblioteca.ufrrj.br/index.html
Usuários potenciais: Universitários da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Bibliotecas Escolares

São as bibliotecas instaladas nas instituições de ensino básico que são utilizadas como instrumento auxiliador do processo educacional de ensino-aprendizagem.

Seus usuários em potencial são os estudantes e professores da escola na qual a biblioteca está instalada.

Exemplo: Biblioteca Castro Alves do Colégio Marista São José
http://marista.edu.br/saojose/ambientes-aprendizagem/biblioteca/
Usuários potenciais: Alunos e professores do Colégio Marista São José.

Bibliotecas Infantis
São as bibliotecas especializadas no público infantil. Possuem acervo e mobiliário selecionados especialmente para atender as crianças, com o objetivos de formar novos leitores.

Seus usuários potenciais são as crianças.

Exemplo: Biblioteca Infantil Carlos Alberto – BICA
http://www.cultura.rj.gov.br/indice_bibliotecas.asp?ID=6
Usuários potenciais: Crianças do bairro Méier e de bairros adjacentes.

Bibliotecas Especiais

São bibliotecas que possuem um acervo constituído por documentação sobre suporte especial: livros em braile e documentos sonoros, com a finalidade de atender aos usuários portadores de necessidade especiais.

Seus usuários potenciais são as pessoas portadoras de necessidades especiais.

Exemplo: Biblioteca Louis Braille do Instituto Benjamin Constant
Usuários potenciais: Deficientes visuais do Instituto Benjamin Constant.

Bibliotecas Virtuais
São as bibliotecas que não precisam necessariamente de uma localização física, e que disponibilizam as informações para os usuários na rede, podendo ser acessado o seu acervo em qualquer lugar. São as bibliotecas que utilizam recursos da realidade virtual.

Exemplo: Biblioteca Virtual em Saúde
http://regional.bvsalud.org/
Usuários potenciais: Profissionais, estudantes e pesquisadores da área da saúde.

Bibliotecas Eletrônicas
São as bibliotecas físicas que utilizam computadores para os seus processos de armazenagem, recuperação e disponibilização das informações.

Exemplo: Biblioteca Multimídia da UNIFESP
http://www.virtual.unifesp.br/home/biblioteca.php
Usuários potenciais: Alunos e professores da área da saúde da Universidade Federal de São Paulo.

Bibliotecas Digitais
São as bibliotecas que possuem seus itens sob suportes diferentes do papel, são eles: discos magnéticos, disco ópticos, imagens, áudio e etc. Esses documentos estão disponibilizados por meio de um computador conectado a uma rede.

Exemplo: Biblioteca Digital da UNICAMP
http://www.unicamp.br/bc/
Usuários potenciais: Alunos, professores e servidores da UNICAMP.

Referências
BARRETO, Angela Maria; PARADELLA, Maria Dulce; ASSIS, Sônia. Bibliotecas públicas e telecentros: ambientes democráticos e alternativos para a inclusão social. Ci. Inf., Brasília, v. 37, n. 1, abr. 2008 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19652008000100003&lng=pt&nrm=iso>. acesso em 16 out. 2011.

CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI, Cordélia Robalinho de Oliveira. Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2008. 515 p.

CUNHA, Murilo Bastos da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ci. Inf., Brasilia, v. 28, n. 3, Dec. 1999 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19651999000300003&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 17 out. 2011.

IFLA/UNESCO. Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas de 1994. Disponível em:<http://www.ifla.org/VII/s8/unesco/port.htm>. Acesso em 21 jan. 2010.

MASIERO, Paulo Cesar et al . A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade de São Paulo. Ci. Inf., Brasília, v. 30, n. 3, dez. 2001 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19652001000300005&lng=pt&nrm=iso>. acesso em 17 out. 2011.

Sobre livros e professores...


"Tablets são bem-vindos.
Livros e professores são insubstituíveis"
Campanha da Smile Livros Técnico

Via Redarte

Senado aprova lei de acesso à informação

ANDREA JUBÉ VIANNA - Agência Estado
O Senado aprovou hoje, por maioria de votos, o projeto de lei do Executivo que regulamenta o acesso às informações oficiais, com as modificações feitas pelos deputados. O texto aprovado fixa o prazo máximo de segredo dos documentos em 50 anos, eliminando a hipótese de sigilo eterno.

Ler mais: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,senado-aprova-lei-de-acesso-a-informacao,790453,0.htm

Fonte: ESTADÃO.COM.BR

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Bibliotecário: atuação em diversos lugares

http://solutions.3m.com.br/3MContentRetrievalAPI/BlobServlet?locale=pt_BR&lmd=1299824507000&assetId=1273679263630&assetType=MMM_Image&blobAttribute=ImageFile

Humor na biblioteca

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipuSsnioKoRIrAXncwKB5OoqYgSvJn3Dyl-tfD59a74BypXSfaZU60TJ6Dc69zHWGpdfch35AsRhSfNiuaofWwztBFKTH_jurFnu8JWb9SU4C3mFYFb7Eyh01OAyJqUsB_NWkqkHhvuib8/s1600/BD1.gif

Sociedade da Informação e do conhecimento e a biblioteca universitária como mediadora da comunicação e do saber


O ingresso da humanidade na Era da Informação é um fato, mas ainda apenas para uma pequena parcela da população. As novas tecnologias, em particular a Internet, vieram para ficar e já começaram a alterar o comportamento da sociedade - como um dia fizeram o telefone, o rádio e a TV. Há 100 anos, ninguém imaginava que o desenvolvimento tecnológico nos daria a alcunha de Sociedade da Informação. Agora temos uma infinidade de soluções digitais cada dia mais surpreendentes e avançadas. Entretanto, devemos estar atentos para não nos iludirmos confundindo progresso com pirotecnia. Se esse conhecimento acumulado não for compartilhado pela sociedade como um todo, corremos o risco de ratificarmos o abismo que separa os ricos e os pobres.
O novo paradigma tecnológico trouxe novas exigências quanto aos atributos dos trabalhadores e requer maior preparo e educação permanentes para o desempenho das funções que estão em constantes mudança. Este novo paradigma, seurgido a partir do emprego de novas técnicas organizacionais e da automação, é uma característica dos dias atuais. Sem dúvida, este novo modelo está associado à aceleração da evolução e mudança dos métodos de trabalh, pressionados pela necessidade de novos produtos e de se imprimir qualidade até mesmo como requesito de sobrevivência.
Já se tornou comum afirmarque as novas tecnologias de informação e comunicação estão transformando a forma como as universidades desempenham sua missão de ensino, pesquisa e extensão. O conceito informação ocupa lugar central na compreensão nesse processo: universidades de todo o mundo estão reavaliando suas formas de reunir, processar e disseminar informações para o ensino, pesquisa e para a sua própria administração. Informação sempre teve papel crucial nas universidades, mas agora parece ter assumido importância ainda maior que no passado. Informação já foi chamada de "sangue que dá vida às universidades", recurso igual ao trabalho, que deveria ser considerada como parte de própria infra-estrutura da universidade.
O potencial dos cursos à distância mediados por computadores vêm sendo percebido por indivíduos, governos e instituições no mundo inteiro como forma eficaz de atingir metas antes fora de alcance: para indivíduos oferece possibilidades de adquirirem educação e treinamento em lugares ou situações em que isso não seria possível com op ensino tradicional; para as instituições e governos, oferece a possibilidade de expandir o seu raio de ação de maneira impensável para a educação tradicional.
Assim, o mundo da tecnologia também se configura como uma forma de inclusão social. A aprendizagem da informática e o acesso às novas linguagens de comunicação e informação não só possibilitam oportunidades econômicas, de geração de renda, como também representam um importante capital social. A informática também representa uma atração irresistível para os jovens que vivem em comunidades pobres. Aliada ao aprendizado de noções de direitos humanos e ecologia, então, criam-se maiores oportunidades para as crianças e adolescentes, beneficiando, simultaneamente, as suas famílias e comunidades.
A massa do conhecido, colocada em questão, permeia as práticas orais e as técnicas, mas é no manuscrito que se fixa desde a Antiguidade todo o saber acumulado. Com o impresso, o leitor além de ter diante de si uma memória coletiva enorme, ele é frequentemente exposto a textos novos. É a exteriorização progressiva da memória individual.
A biblioteca do futiutro deverá ser também, o lugar onde poderão ser mantidos o conhecimento e a compreensão da cultura escrita nas formas que foram e que ainda hoje são, majoritariamente, as suas. A representação eletrênica de todos os textos cuja existência não começa com a informática não deve, em absoluto, significar o abandono, o esquecimento, ou pior, a destruição de objetos que foram os seus suportes.
Mais do que nunca, talvez uma das tarefas essenciais das grandes bibliotecas é a de coletar, proteger e também tornar à ordem dos livrosque ainda é nossa, e que foi a de homens e mulheres que lêem desde os primeiros séculos da era cristã. Apenas preservando a inteligência e a cultura do códex poderemos gozar a "felicidade extravagante" prometida pelas tecnologias da informação e comunicação.

Johnathan Pereira Alves Diniz
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Goiás (2007)